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Trailer e Trilha Sonora do Filme Vida de Menina

Críticas do Filme Vida de Menina


Release Vida de Menina



“Vida de menina”, de Helena Solberg, tem lançamento previsto para setembro.

Filme traz clássico da literatura brasileira para as telas de cinema

O filme “Vida de menina”, de Helena Solberg (de “Bananas is my business”), que marca a estréia da diretora na ficção, tem estréia prevista para setembro de 2005. Com roteiro de Elena Soárez (de Eu Tu Eles) e Helena Solberg, o longa-metragem, distribuído pela Europa Filmes/M.A. Marcondes, traz para as telas o livro-diário de Alice Dayrell que, sob o pseudônimo de Helena Morley, escreveu entre 1893 e 1895, em Diamantina, “Minha Vida de Menina – O Diário de Helena Morley”.

O longa-metragem foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2004, onde levou seis Kikitos nas categorias: Melhor Filme, Roteiro, Fotografia, Trilha Sonora, Direção de Arte e Júri Popular, o filme também conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio 2004.

Inteiramente rodado na cidade de Diamantina, Minas Gerais, o filme traz em seu elenco principal Ludmila Dayer, como a protagonista Helena Morley. Daniela Escobar (Carolina Morley) e Dalton Vigh (Alexandre Morley) interpretam no filme os pais da jovem escritora. Também estão no elenco os atores Lígia Cortez, Camilo Bevilacqua, Benjamin Abras, Maria de Sá, Lolô Souza Pinto, entre outros.

“Vida de menina” acompanha dois anos (1893-1895) na vida da adolescente Helena, num momento crítico de sua vida, quando luta para conquistar sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, a jovem começa a escrever o seu diário, revelando seu universo e um país que adolesce junto com ela. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias, procurando não perder sua infantil alegria de viver e reinventando o mundo a sua maneira.

Em 1942, aos 62 anos, Alice Dayrell publicou seu diário de menina, que imediatamente tornou-se um sucesso, deixando a autora perplexa, pois pensava naquele momento que estaria simplesmente fazendo um registro para suas netas sobre sua infância na província. Hoje, o diário se encontra na sua 19ª edição e já foi traduzido para o inglês (pela poetisa Elizabeth Bishop), francês e italiano.

Uma produção da Radiante Filmes, o filme conta com a fotografia de Pedro Farkas, direção de arte de Beto Mainieri, figurino de Marjorie Gueller e produção de David Meyer. Wagner Tiso é autor da trilha sonora do filme.


Sinopse



Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena Morley começa a escrever o seu diário, que nos revela seu universo e um país que adolesce com a menina. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias. Adolescente de ascendência inglesa, Helena vive na remota cidade de Diamantina em Minas Gerais, símbolo da era de mineração agora em franca decadência. Em um momento crítico de sua vida, ela briga para estabelecer sua liberdade e individualidade. Procurando com sofreguidão não perder uma infantil alegria de viver, e reinventando o mundo à sua maneira, Helena Morley é o diamante mais raro de Diamantina.


Comentários da Diretora


Ao ler o diário de Helena Morley, fiquei imediatamente convencida do grande potencial cinematográfico da obra. As imagens são vívidas e os personagens inesquecíveis. Uma grande emoção e energia o permeiam e o situa dentro de um contexto cultural original, mas ao mesmo tempo absolutamente universal. Uma cidade pequena, afastada de tudo e de todos. A província ensolarada com os seus dias longos e sem muita novidade... As noticias chegam pelos viajantes ou pelos escassos jornais, trazidos pelas mulas, vindos do Rio de Janeiro e São Paulo. Para a imaginação febril da menina, quando a província se torna sufocante e não responde aos seus desejos e à sua sede insaciável de viver, um outro mundo tinha que ser inventado para povoar seus dias. Helena imagina um mundo diferente, mas terá que aprender a viver com o único que conhece que é o seu universo, do qual ela deixou um registro inesquecível.

Não acredito que diários são escritos com inocência. Existe sempre a idéia que deixado ao acaso alguém o lerá. No caso de Helena Morley, ela o redescobriu anos depois como adulta e certamente teve um olhar crítico sobre as páginas que escreveu como menina. Tive que ler entre as linhas e descobrir o que ela não queria que eu soubesse… a chave e o segredo de todas as histórias que nos conta. O meu olhar através do filme seria então um segundo olhar, mas ainda em busca do olhar da menina.

A estética do meu filme está muito próxima ao diário. A sua linguagem mantém a forma de uma crônica do cotidiano. Sua estrutura é composta de uma seqüência de episódios, cada um resolvido dentro de si mesmo. O conjunto desses episódios soma a historia. A narrativa avança pelo acumulo das experiências do personagem na medida em que ele apreende o mundo à sua volta. O que me emocionou na primeira leitura tornou-se, por assim dizer, o mapa do tesouro. Segui trilhas escondidas e atalhos secretos atrás do inconfessável: o que foi murmurado atrás das portas, o riso reprimido, as lágrimas engolidas. Ora voltamos no tempo, na memória de um evento passado, ora abrimos as portas dos "castelos" imaginados pela menina.

Os personagens que por algum motivo se sentem marginalizados porque são “diferentes” sempre me interessaram: Helena a “estrangeira" diferente das outras. Uma diferença impossível de esconder. Cercada de morenas, ela é ruiva e sardenta; com uma família de um status social abastado, ela ironicamente é pobre, já que seu pai teima em procurar diamantes que não existem em lavras há muito tempo esgotado. De descendência inglesa, por parte do pai, ela mantém um distanciamento irônico na sociedade à sua volta.

Uma menina rebelde e inconformada na virada do séc. 19 conseguiu encasular a infância de todos nós. Uma criança rebelde autêntica, com uma sede insaciável de viver se debatendo contra as normas sociais que a inibem… contra a hipocrisia e a falsidade que percebe no mundo dos adultos. Quando nos faz rir não sabemos se estamos rindo da menina ou de nós mesmos. Helena imagina um mundo diferente, mas terá que aprender a viver com o único que conhece que é o seu universo, do qual ela deixou um registro inesquecível. Mais do que um lugar ou uma cidade, ela projeta o mundo encantado da sua infância, que tinha que ser superada e eventualmente deixada para trás.

As cores do filme são o cinza e preto dos rochedos, os pastéis do campo, e o branco do barro da região, usado nas paredes das casas. Na virada do século a cidade não tinha eletricidade. O povo acordava com o nascer do sol e dormia quando anoitecia. Helena ficava acordada a noite, à luz de vela, escrevendo "para o futuro" o que ela via durante o dia. O filme tem um forte contraste entre a luz do dia e os interiores escuros iluminados com velas e lampiões, e as ruas desertas ao brilho da lua.

Usei a antiga Diamantina como "personagem" do filme também. No diário, Helena faz o leitor reviver essa cidade de 100 anos atrás. Atualmente, a cidade foi tombada e é hoje considerada Patrimônio da Humanidade, e quase todos os locais, casas, e prédios que estão no diário continuam iguais. Recriamos através do uso desse cenário existente, o mundo particular da menina. A inescapável presença das montanhas e rochedos que cercam a cidade, e cujas escondidas minas de diamantes que poderiam mudar uma vida repentinamente, dão à paisagem um aspecto mágico e surreal. As suas ruas muito antigas até hoje ecoam os passos dos garimpeiros, dos escravos, e de Helena.



Patrocínio

 

Cartaz Vida de Menina

Cenas da Família em um pique-nique

Ludmila Dayer "Helena Morley"


Daniela Escobar "Carolina" e Lilian Passos "Luizinha"

Maria de Sá "Dª Teodora" e Ludmila Dayer "Helena Morley"

Benjamim Abras "Prof. Teodomiro" e Ludmila Dayer "Helena Morley"

Daniela Escobar "Carolina" e Maria de Sá "Dª Teodora"

Ludmila Dayer "Helena Morley"

Daniela Escobar "Carolina"

Luiza Rabelo "Glorinha" e Ludmila Dayer "Helena Morley"

Luciano Luppi "Motta"

















  Co-Produção

       
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